sábado, 30 de maio de 2026

A PF NO RIO DE JANEIRO

 




A certeza na cúpula do PL do Rio sobre os próximos alvos da PF no estado

Por Malu Gaspar e Johanns Eller


Após as investigações do Banco Master e do Grupo Refit da Polícia Federal (PF) resultarem em duas operações contra o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) no intervalo de 11 dias e fulminarem sua pré-candidatura ao Senado Federal, a cúpula do seu partido no estado já está resignada sobre o endereço dos próximos alvos da corporação: a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Integrantes do PL ouvidos sob reserva pela equipe da coluna dão como certo que deputados estaduais suspeitos nos dois inquéritos e também nas apurações sobre a infiltração do crime organizado na máquina estadual receberão visitas da PF nas próximas semanas, o que tem deixado parlamentares bastante apreensivos.

Isso porque não só Castro governou em uma espécie de simbiose com a Alerj, loteando cargos de todos os escalões, mas também tinha como braço-direitos em sua gestão duas peças-chaves da Assembleia.

O primeiro é Rodrigo Bacellar (União Brasil), que presidiu a Casa até ser preso pela PF em dezembro suspeito de envolvimento com o Comando Vermelho e chegou a ser escolhido por Castro e o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, como o candidato governista nas eleições de 2026. Antes de ser alçado ao comando da Casa, ele foi seu secretário de Governo.

O segundo aliado é o atual chefe do Legislativo fluminense, Douglas Ruas (PL), que foi um dos seus secretários mais poderosos à frente da pasta de Cidades e assumiu a candidatura de sucessão a Castro com a prisão de Bacellar.

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No último dia 5, a Polícia Federal também prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) em um desdobramento da mesma investigação que abateu Bacellar no comando da Alerj. Rangel era suspeito de integrar um esquema de fraudes e superfaturamento de licitações na Secretaria de Educação.


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publicado em O Globo