Os Estados Unidos estão propondo tarifas de 10% a 12,5% sobre importações da maioria de seus principais parceiros comerciais após uma investigação sobre produtos supostamente fabricados com trabalho forçado, enquanto o presidente Donald Trump busca reconstruir a ampla barreira tarifária derrubada pela Suprema Corte dos EUA. Na lista divulgada há pouco está o Brasil.
A alíquota de 10% seria aplicada às importações provenientes de Canadá, México, União Europeia, Taiwan e Reino Unido, entre outros locais, segundo comunicado do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).
Produtos de outras grandes economias, incluindo Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Suíça, estariam sujeitos a uma tarifa de 12,5%.
O órgão de comércio afirmou que está impondo a taxa menor a produtos de economias que já adotam proibições à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado ou que se comprometeram a fazê-lo. Já os países que “falharam em impor e aplicar de forma efetiva” essas restrições receberam a tarifa mais elevada.
Na terça-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos. Conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a medida abre uma nova etapa de consulta pública antes de eventual adoção de sanções comerciais.
— O fracasso de nossos mais importantes parceiros comerciais em enfrentar a importação de produtos feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são obrigados a competir globalmente em condições desiguais — afirmou o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado. — Não toleraremos mais essa disparidade.