Floriano Peixoto governou o Brasil de 1891 a 1894 e é frequentemente classificado como um ditador por historiadores devido ao seu autoritarismo, centralização de poder e repressão a opositores. Conhecido como "Marechal de Ferro", ele assumiu o poder após a renúncia de Deodoro da Fonseca e recusou-se a convocar novas eleições, violando a Constituição da época.
Para entender melhor as controvérsias sobre ele ter sido um consolidador da República ou um ditador:
A ascensão e o autoritarismoViolação constitucional: A Constituição de 1891 determinava que, como o presidente renunciou antes da metade do mandato, novas eleições diretas deveriam ocorrer. Floriano ignorou o artigo e manteve-se no cargo.
Repressão à oposição: Floriano fechou o cerco contra adversários políticos, trocou governadores de estados para garantir apoio e prendeu generais que assinaram um manifesto exigindo novas eleições.
Rebeliões durante o governo. Seu mandato foi marcado por duas grandes crises militares que exigiram mão de ferro: Revolta da Armada: Conflito em que a Marinha do Brasil se rebelou contra o Exército no Rio de Janeiro. Floriano reprimiu o movimento com extrema violência. Revolução Federalista: Guerra civil sangrenta deflagrada no Sul do país, onde Floriano combateu os federalistas gaúchos que se opunham ao seu centralismo e ao modelo republicano.
O Culto à Personalidade
Apesar de governar de forma ditatorial, Floriano Peixoto gozava de imensa popularidade entre as camadas médias e setores urbanos, que o viam como a figura necessária para manter a ordem e a unidade do país em um momento de extremo caos. Ele é o primeiro caso histórico de um presidente no Brasil a criar um forte culto à personalidade
Gemini.